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Só quem já teve coceira nas partes íntimas sabe que a sensação é de incômodo e desconforto. Ao contrário do que muitos pensam como mania, principalmente no caso dos homens, as coceiras podem ser alertas para doenças mais graves, principalmente as sexualmente transmissíveis.
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Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) informam que a cada ano são registradas mais de 300 novas infecções por doenças sexualmente transmissíveis, incluindo HPV, gonorreia e sífilis.
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O clínico geral Jand Rubens alerta que a coceira não é característica comum nas pessoas. O ato pode estar relacionado a fungos na região íntima.
"Chamamos de 'Plurido”' tanto nas partes íntimas dos homens quanto das mulheres. Esse processo pode causar os corrimentos. Existem outros tipos de coceiras também que atingem a região e todas são causadas por fungos."
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Tenho coceira, e agora?
Se você tem coceiras na região genital, não ache comum. A possibilidade de ser uma doença é grande. Separamos as principais informações, tratamentos e prevenção de cinco doenças mais comuns nas mulheres e outras cinco em homens. Todas têm tratamento mediante o diagnóstico antecipado.
Atenção Mulher: Cinco doenças que podem estar relacionadas à coceira na região genital
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Vulvodínia - Sua característica é um desconforto sem causa, com registro de coceira na vagina, queimação e desconforto na relação sexual. O quadro de desenvolvimento da doença pode ter a ver com causas emocionais. A doença pode estar ligada a situações traumáticas, fatores genéticos e sensibilidade à dor.
As mulheres que já tiveram a doença dizem que o incômodo está em apenas tocar na região. Dependendo de onde a doença esteja, pode ser classificada como Vulvodínia localizada, generalizada, espontânea, provocada e mista. É comum em mulheres de todas as idades.
Como tratar: O tratamento pode ser feito com a união de ginecologistas, terapeutas, fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas. Todos trabalham em conjunto para melhorar a qualidade de vida da mulher, diminuindo o desconforto e a dor.
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Como prevenir: Evite o uso de sabonetes perfumados na região íntima, evite roupas apertadas contra a vulva e optar por roupas leves de algodão.
Vaginite - São inflamações na vagina com sintomas de comichão, corrimento vaginal, odor e dor. O corrimento na mulher é normal e tem característica esbranquiçada ou mucosa, mas se estiver acompanhada desses sintomas pode ser vaginite.
Como tratar: Medidas de higiene precisam ser tomadas por quem identificar a inflamação. Para tratamento sintomático é preciso procurar o ginecologista.
Como prevenir: A maioria das causas é relacionada a má higiene dos pacientes, mas também está relacionada ao período reprodutivo e a pós-menopausa.
Candidíase - A flora genital natural possui fungos e bactérias que atuam em equilíbrio, quando não há o cuidado, essa parte do corpo fica “aberta” para as infecções. Alguns fatores são umidade, abafamento e calor na região onde acontece a proliferação dos fungos.
Como tratar: O diagnóstico pode ser feito através dos exames ginecológicos e o médico precisa ser procurado no primeiro sinal de coceira anormal. Após análise, o uso de medicamentos alivia a coceira e trata a candidíase. Segundos os especialistas, o tratamento não pode ser ignorado, pois quanto mais demora-se para o início do tratamento, mais aumenta a coceira na região.
Como prevenir: Evite absorventes diários, eles acumulam fungos ao aumentarem a temperatura nas partes íntimas. Prefira roupas íntimas de algodão. Calças, meia-calça e roupas apertadas são os vilões para quem tem ou deseja tratar a candidíase. Se possível, durma sem calcinha.
"A mulher não precisa lavar a vagina em profundidade para não mexer na flora bacteriana que está na região para proteção. Por urinar em maior quantidade e a região fica muito úmida, isso propicia o aumento do fungo na região. Procure usar roupas leves, de cor clara e que não sejam apertadas, principalmente, nos dias que antecedem o período menstrual", explica Jand Rubens.
Gonorreia - É uma doença sexualmente transmissível e pode ser transmitida em qualquer contato sexual. Ela é uma das que mais crescem no Brasil e no mundo. Ela está cada vez mais resistente aos antibióticos, segundo a Organização Mundial da Saúde.
A bactéria Neisseria gonorrhoeae, conhecida como gonococo pode ser contraída por contato oral, vaginal ou anal. Na mulher, ela se instala no aparelho reprodutor feminino, como colo do útero, tubas uterinas e colo do útero.
Os sintomas são ardência ao urinar, dores abdominais, sangramento fora do período menstrual, inchaço, coceira nas partes intimas e aumento no corrimento vaginal com cor amarelada e cheiro desagradável.

Como prevenir: A doença pode causar infertilidade, infecções e maior risco para a Aids, por isso é importante tomar medidas de prevenção. Usar preservativos durante a relação sexual é uma das melhores formas de evitar a gonorreia, seja ele anal, vaginal ou oral.
Como tratar: Por se tratar de uma bactéria, o combate é feito por antibióticos. A visita ao médico precisa ser constante e trabalhada de duas maneiras: a primeira é curar a infecção do indivíduo e interromper o ciclo de transmissão da doença. Todos os parceiros envolvidos com o paciente precisam ser examinados e, ao constatar da doença, também buscar tratamento.
Tricomoníase - O parasita causador da doença é o Trichomonas vaginalis. Os sintomas nas mulheres são maiores e o mais comum é o corrimento amarelo-esverdeado. Também há casos com odor na hora da relação sexual e ardência ao urinar.
A doença é transmitida, principalmente, por contato sexual. Sem o tratamento necessário pode ser um fator que contribua para a infertilidade e o câncer do colo do útero.
Como prevenir: Use sempre a camisinha nas relações sexuais. Evite ter muitos parceiros e com pessoas que tenham a doença. Se detectar o corrimento, vá ao ginecologista e ele orientará o melhor a se fazer nesses casos.
Como tratar: o uso de antibióticos é o apropriado para a doença, pois apresenta grande eficácia. Mas é preciso que a mulher, ao detectar o sinal de corrimento vaginal fora do normal, vá até o ginecologista e inicie o tratamento.

Homem: Sua saúde merece atenção. Conheça cinco doenças mais comuns com coceira nas partes íntimas

Psoríase - É uma doença de pele que causa lesões que descamam e são avermelhadas. Se aparecem nas partes íntimas, elas causam pus e descamação. Também há registro de coceiras.
Como tratar: O ideal é manter sempre bem lavada a região, de preferência com água fria e chás caseiros. As compressas aliviam a coceira e a irritação na pele.
Piolhos pubianos - Você pode não imaginar, mas aqueles “bichinhos” que aparecem nas cabeças das crianças podem aparecer nas partes íntimas. A pediculose pubiana é considerada como uma Doença Sexualmente Transmissível (DST).
Os piolhos pubianos (Pthirus púbis) são diferentes tanto no tamanho, quanto na aparência. Causam coceira e irritação na pele, pois são capazes de colocar ovos e se alimentar do sangue da pessoa afetada.
A principal transmissão do parasita é o contato íntimo, como também o compartilhamento de roupas íntimas, lençóis e toalhas. Em alguns casos mais graves, os piolhos podem infestar a raiz e se espalhar por outros locais que tenham pelos como é o caso das axilas, sobrancelhas e até cílios.
Como tratar: Sugere-se ao paciente que elimine os pelos das regiões íntimas, pois assim como os piolhos que conhecemos, eles ficam agarrados nos pelos e não na pele. Outra forma é consultar os especialistas da área.
Como prevenir: É importante ter uma boa higiene nas regiões íntimas, manter os pelos aparados e evitar o compartilhamento de roupas íntimas. Se for constatada a doença por pessoas do mesmo convívio, o ideal é a lavagem das roupas em água com a temperatura acima de 60ºC.

HPV - Um dos sintomas mais comuns é a aparição de verrugas nos órgãos sexuais, no caso do homem no pênis e no saco escrotal. É importante ressaltar que se aparece vermelhidão e coceira também pode ser o HPV (Papilomavírus Humano).
O contágio está relacionado a relações sexuais sem proteção. A doença demora para dar os primeiros sintomas. Há casos de meses e até dois anos para que a pessoa saiba que está com a infecção. Muitos homens têm a doença e não sabem, com isso é importante o diagnóstico feito o quanto antes para tratamento.
Em alguns casos há cura, pois, o HPV elimina o vírus espontaneamente, mas somente em casos de pessoas com bom sistema imunológico. Se não houver tratamento é possível que a pessoa infectada passe o vírus para outras pessoas.
Como tratar: Conhecida como Crista de Galo, Figueira ou Crista de Cavalo, a doença pode ter tratamento com pomadas ou soluções nas verrugas. O exame indicado para os homens é peniscopia e o tratamento não interfere na ereção e na fertilidade.
O tratamento é demorado e precisa ter acompanhamento direto do especialista, pois é a única forma de vencer a doença e evitar o câncer.
Como prevenir: A transmissão é por contato sexual sem preservativo, portanto o meio mais eficaz de não se contrair a doença é ter sempre uma camisinha por perto. A vacina
contra o HPV também é importante como prevenção, desde que tomada nos primeiros contatos sexuais. Gratuita, a vacina pode ser aplicada desde a adolescência.
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