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Cor do sanggue menstrual pode indicar doenças? Ginecologistas explicam

Publicado em 17/04/2026 11:26

Foto/Reproducao


Do Metropoles - A mensttruação costuma apresentar algumas variações ao longo da vida. O volume do fluxo, a duração do ciclo e até o nível de desconforto podem mudar de um mês para outro. Mas você já parou para observar que a cor do sanggue menstrual também pode variar?

Do vermelho vivo ao marrom mais escuro, essas mudanças costumam gerar dúvidas e até preocupação. Mas afinal, diferenças na coloração indicam algum problema de saúde?

Segundo especialistas ouvidas pelo Metrópoles, na maioria das vezes essas variações são normais e estão relacionadas a processos naturais do próprio organismo.

A ginecologista Helga Marquesini, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, explica que a cor do sanggue menstrual pode variar ao longo do ciclo ou entre diferentes meses. Isso acontece principalmente por causa do tempo que o sanggue permanece no útero antes de ser eliminado.

“O sanggue mais escurecido sofreu mais oxidação, enquanto o mais avermelhado foi expelido mais recentemente, com menor exposição ao oxigênio”, afirma.
Segundo a médica, fatores como o volume do fluxo e a velocidade com que o sanggue é eliminado também influenciam essas mudanças de coloração.

A ginecologista Jéssica Wolff, da Maternidade Brasília, acrescenta que essas variações costumam aparecer em diferentes momentos do ciclo e geralmente não indicam problema de saúde.

De forma geral, o vermelho vivo costuma indicar sanggue recém-eliminado. O vermelho mais escuro aparece quando o sanggue permanece um pouco mais tempo no útero antes de sair. Já a coloração marrom costuma ser observada no início ou no final da menstruação, quando o fluxo é menor.

Segundo a médica, a cor isoladamente não costuma ser motivo de preocupação. “A cor do sanggue menstrual, por si só, não é um bom marcador de doença”, pontua.

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