Brasil
PM encontrada mortta com armma na mão foi "proibida de usar batom

Publicado em 24/02/2026 07:21

Foto/Reproducao


da CNN - A p0licial militar Gisele Alves Santana, de 29 anos, encontrada m0rta no último dia 18 de janeiro, vivia um relacionamento abbusivo e conturbado com o tenente-coronel da P0lícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto.

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É o que consta no boletim de ocorrência obtido pela CNN Brasil, nesta segunda-feira (23). A mãe da vítima afirmou à p0lícia que o oficial colocava restrições à filha, proibindo o uso de batom, salto alto e perfume, além de exigir que ela cumprisse regularmente diversas tarefas domésticas.

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Ainda segundo o depoimento, Gisele teria manifestado à mãe o desejo de se separar.No entanto, o tenente-coronel teria enviado à p0licial uma foto em que aparecia com uma armma apontada para a própria cabeça e isso a fez desistir do término.

A mãe também relatatou que, dias antes da morte, Gisele ligou chorando, dizendo que não suportava mais a pressão no relacionamento. Na ocasião, pediu que o pai fosse buscá-la em casa, mas depois voltou atrás e disse que ainda conversaria sobre a separação.

Após as diligências iniciais, a P0lícia Civil de São Paulo informou que o caso passou a ser investigado como mortte suspeita.

Relacionamento conturbado

Em depoimento, o tenente-coronel afirmou que conheceu Gisele em 2021 e que o relacionamento teve início em 2023. O casamento foi oficializado em 2024. Ele relatou que a policial já tinha uma filha, atualmente com 7 anos, de um relacionamento anterior.

Segundo o oficial, ele assumia as despesas da casa e arcava com custos como a escola da criança. Ainda conforme o depoimento, o relacionamento passou a apresentar conflitos após sua transferência para o 49º Batalhão de P0lícia Militar Metropolitano.

O tenente-coronel alegou que passou a ser alvo de mentiras internas, com denúncias anônimas à Corregedoria da PM sobre um suposto relacionamento extraconjugal. Ele também afirmou que imagens teriam sido adulteradas, possivelmente com uso de inteligência artificial, e que sua esposa passou a receber mensagens de perfis falsos indicando que ele teria amantes.

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De acordo com o relato, esses episódios intensificaram as discussões, e o casal passou a dormir em quartos separados a partir de agosto.

M0rte

Na manhã do dia seguinte (18), o tenente-coronel disse ter decidido se separar. Por volta das 7h, afirmou ter comunicado a decisão à esposa, que reagiu de forma exaltada e o mandou sair do quarto.

Segundo o depoimento, ele foi tomar banho e, cerca de um minuto depois, ouviu um disparo. Ao sair do banheiro, afirmou ter encontrado Gisele caída no chão, com sanggramento na cabeça e segurando a armma.

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Ele relatou que abriu a porta do apartamento, acionou o resgate e a P0lícia Militar, além de telefonar para um amigo.

De acordo com o boletim de ocorrência, os p0liciais foram acionados com a informação de que a mulher havia efetuado um disparo contra a própria cabeça.

A vítima foi socorrida por uma equipe da Unidade de Suporte Avançado (USA) e encaminhada pelo helicóptero Águia ao Hospital das Clínicas, onde o óbbito foi constatado.


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