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Do Portal 6 - Um Pix mensal de pai para filha, feito para aliviar o peso do aluguel, parece uma cena comum na vida de milhões de brasileiros. Mas, quando esse dinheiro entra na conta sem a devida classificação na declaração, o gesto de cuidado pode acabar virando dor de cabeça com o Fisco.
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A Receita Federal informa que a declaração do Imposto de Renda é analisada por sistemas que cruzam os dados do contribuinte com informações enviadas por terceiros, como empresas, planos de saúde e instituições financeiras. Quando há divergência entre o que foi declarado e o que aparece nessas bases, a declaração pode cair na malha fiscal.
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Portanto, se uma filha recebe R$ 1.500 por mês do pai para pagar o aluguel, esse valor pode ser interpretado como doação e precisa ser informado corretamente na declaração, quando ela for entregue.
A situação fica ainda mais delicada quando a mesma conta também recebe renda informal. Segundo a Receita, valores recebidos de outra pessoa física ou do exterior podem estar sujeitos ao carnê-leão, mecanismo usado para apurar mensalmente o imposto devido nesses casos. Trabalho sem vínculo empregatício está entre as hipóteses listadas pelo órgão.
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Isso não significa que qualquer ajuda familiar obrigue alguém a declarar Imposto de Renda. Em 2026, por exemplo, a Receita informa que a obrigatoriedade depende de critérios específicos, como rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 ou rendimentos isentos e não tributáveis acima de R$ 200 mil no ano.
Além da esfera federal, a doação também pode ter reflexos estaduais. Em Goiás, a Secretaria da Economia informa que doações estão sujeitas ao Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD) e exigem declaração própria antes do ato, o que reforça a necessidade de orientação prévia para evitar sustos futuros.