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Do Portal 6 - Tem gente que se gaba: “é só encostar que eu apago”. Parece eficiência máxima.
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Mas, segundo a ciência do sono, esse “superpoder” pode ser um sinal claro de que o corpo está funcionando no vermelho.
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Dormir quase instantaneamente — em menos de cinco minutos — costuma indicar privação severa de sono.
Em condições normais, uma pessoa descansada leva entre 10 e 20 minutos para adormecer.
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Esse intervalo, conhecido como latência do sono, é o tempo que o cérebro precisa para desacelerar, sair do estado de alerta e entrar no repouso.
Quando essa transição acontece rápido demais, o organismo pode estar simplesmente exausto.
Latência do sono: o termômetro invisível do cansaço
A rapidez com que alguém pega no sono não mede qualidade, mas necessidade.
Uma latência muito curta é classificada como sonolência patológica — um estado em que o cérebro está tão privado de descanso que “desliga” assim que tem oportunidade.
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Isso não significa que a pessoa dorme melhor.
Pelo contrário: pode ser reflexo de noites insuficientes acumuladas ao longo de dias ou semanas.
A dívida invisível que se acumula
A ciência já demonstrou que a falta de sono funciona como uma dívida progressiva.
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Um estudo publicado na revista Sleep, revelou que dormir seis horas ou menos por noite durante duas semanas gera prejuízos cognitivos comparáveis a passar duas noites inteiras em claro.
O dado mais preocupante: os participantes não percebiam o quanto estavam mentalmente comprometidos.
Quando o corpo dá sinais
Nem sempre a privação de sono se manifesta de forma óbvia. Alguns indícios comuns incluem:
- Cansaço persistente, mesmo após “dormir a noite toda”
- Dificuldade de concentração em tarefas simples
- Irritabilidade frequente
- Sonolência em horários inadequados
- Dependência de cafeína para manter o ritmo
Se encostar e dormir virou rotina, vale prestar atenção ao restante do dia.