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Encostou, dormiu: o que a ciência diz sobre quem pega no sono em menos de cinco minutos

Publicado em 16/02/2026 11:11

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Do Portal 6 - Tem gente que se gaba: “é só encostar que eu apago”. Parece eficiência máxima.

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Mas, segundo a ciência do sono, esse “superpoder” pode ser um sinal claro de que o corpo está funcionando no vermelho.

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Dormir quase instantaneamente — em menos de cinco minutos — costuma indicar privação severa de sono.

Em condições normais, uma pessoa descansada leva entre 10 e 20 minutos para adormecer.

Esse intervalo, conhecido como latência do sono, é o tempo que o cérebro precisa para desacelerar, sair do estado de alerta e entrar no repouso.

Quando essa transição acontece rápido demais, o organismo pode estar simplesmente exausto.

Latência do sono: o termômetro invisível do cansaço

A rapidez com que alguém pega no sono não mede qualidade, mas necessidade.

Uma latência muito curta é classificada como sonolência patológica — um estado em que o cérebro está tão privado de descanso que “desliga” assim que tem oportunidade.

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Isso não significa que a pessoa dorme melhor.

Pelo contrário: pode ser reflexo de noites insuficientes acumuladas ao longo de dias ou semanas.

A dívida invisível que se acumula

A ciência já demonstrou que a falta de sono funciona como uma dívida progressiva.

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Um estudo publicado na revista Sleep, revelou que dormir seis horas ou menos por noite durante duas semanas gera prejuízos cognitivos comparáveis a passar duas noites inteiras em claro.

O dado mais preocupante: os participantes não percebiam o quanto estavam mentalmente comprometidos.

Quando o corpo dá sinais

Nem sempre a privação de sono se manifesta de forma óbvia. Alguns indícios comuns incluem:

  • Cansaço persistente, mesmo após “dormir a noite toda”
  • Dificuldade de concentração em tarefas simples
  • Irritabilidade frequente
  • Sonolência em horários inadequados
  • Dependência de cafeína para manter o ritmo

Se encostar e dormir virou rotina, vale prestar atenção ao restante do dia.


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