Repercutiu
Venda de carcaças de peixe em supermercado de Belém causa discussões nas redes sociais
Com alta nos preços de alimentos e queda do poder aquisitivo nos centros urbanos, a venda de restos de pescado a preço baixo causou mal estar pela internet.

Publicado em 09/10/2021 10:44

Foto/Reprodução


As fotos que o servidor público Jailton Pereira, de 31 anos, publicou nas redes sociais chamou a atenção mostrando carcaças de peixe vendidas em supermercado de Belém. Entre milhares de comentários, muitos afirmavam nunca ter visto o produto sendo oferecido em grandes redes, outros defendem que é costumeiro.

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A reclamação vem a partir da escalada da fome no país, segundo especialistas, com aumento do preço de alimentos e dos custos de produção, elevados pelas altas na energia elétrica e nos combustíveis.

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Até mesmo o peixe, item básico na mesa de paraenses, passa pela crise econômica acentuada pela pandemia de Covid-19.

Nesta sexta (8), fiscais do Procon Pará e do Ministério Público do Pará (MPPA) foram ao estabelecimento e não constataram irregularidades, segundo os órgãos. Também não houve denúncias registradas junto ao Procon.

Em nota, os Supermercados Formosa esclarecem que "as carcaças de peixe comercializadas em seus supermercados são produtos vendidos desde a implantação da venda de pescado na rede, para preparo de caldos variados" e que as "postagens do produto em redes sociais possuem informações equivocadas sobre o assunto".

Repercussão

Jailton conta que fez a foto no sábado (2), no horário do almoço, em uma ida ao supermercado Formosa da avenida Duque de Caxias, em Belém, para acompanhar a mãe nas compras. "Não tinha visto isso antes, até então para mim carcaça de peixe era algo que se jogava fora, não para consumo humano, algumas pessoas me questionaram se isso não servia para donos de gatos, ainda assim, não era algo que eu esperava encontrar em um grande supermercado".

"A reação foi de surpresa, pois para mim era algo descartável. Me lembra muito as feiras populares, quando no final das vendas, eu via ossos de animais, peles e carcaças de peixe em lugares de descarte, como lixo. Então foi um choque considerar que isso poderia ser consumido", conta.

O servidor diz que tem sentido no bolso a alta de preços dos alimentos, principalmente em com a carne vermelha. "Tive que reduzir muita coisa das compras mensais e substituir alguns produtos", ele afirma.

Entre os relatos de consumo que escuta, Jailton comenta que "as pessoas estão passando a ficar mais limitadas em opções de alimentação". "Já vi gente reclamando do preço da carne moída, que geralmente é uma opção mais barata de consumo".

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Do G1


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