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Personal é repreendida em academia do DF por short curto: “Envergonhada”
Ela é brasiliense e atua como personal trainer em academias de ginástica do DF, há 17 anos

Publicado em 20/07/2021 20:50

Foto/Reprodução


Do Metropoles - A personal trainer Vanessa Martin Del Solar, 35 anos, foi repreendida por um funcionário da academia BlueFit, na 516 Norte, pelo fato de estar usando um “short curto”, quando chegava à recepção para dar aula para um aluno na unidade. O caso ocorreu na noite de segunda-feira (19/7), no Distrito Federal.

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Ela é brasiliense e atua como personal trainer em academias de ginástica do DF, há 17 anos. Procurada pelo Metrópoles, a profissional relatou que presta serviço no estabelecimento há cerca de um ano.

De acordo com Vanessa, existe uma regra da rede de academias, firmada em contrato com profissionais, a qual determina o vestuário a ser adotado no estabelecimento. A norma estabelece que os profissionais devem trajar bermuda ou calça preta, e a personal trainer sempre respeitou isso.

Imagem cedida ao Metrópoles

 

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"Não tenho dificuldade em me adequar ao proposto pela rede. Uma vez, fui com uma calça cor de chumbo e me pediram para não usá-la novamente. De duas semanas para cá, eles estão extremamente exigentes. Quando eu cheguei para dar aula na segunda, o recepcionista disse que eu não poderia entrar por causa do meu ‘short, que era muito curto’. Sou muito responsável com o meu trabalho. Fui surpreendida”, pontuou.

A abordagem se deu porque o recepcionista informou ter sido orientado sobre as regras de vestuário na academia por parte dos profissionais.

“Depois que ele disse que eu seria impedida de entrar para trabalhar, chamou a gerente e eu fiquei na catraca para que ela pudesse ver a minha roupa. De longe, ela falou algo para outra recepcionista, que voltou e confirmou que eu teria de ir embora. Eu respondi que eles deveriam ter tido outra conduta, que eu havia trabalhado com a mesma bermuda no local. A outra atendente respondeu que trocou a gerência da unidade e que estão bem criteriosos com isso”, lamentou Vanessa.

Segundo a personal, ela ainda tentou dialogar, educadamente, sobre uma orientação que deveria ter sido oferecida aos profissionais, com prazo mínimo de tolerância e adequação às novas regras para frequentar a rede.

“Neste momento, eu solicitei o cancelamento. O meu aluno, que assistia a tudo, também pediu para rescindir o contrato. Eles disseram que eu estava alterada e nervosa, mas, em momento nenhum, eu me alterei. Ainda vão me cobrar uma taxa pelo cancelamento, porque eu não avisei com prazo de 30 dias”, acrescentou.


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