Foto/AFP
Do France Presse - A Rússia alertou nesta segunda-feira (25) para o risco real de uma Terceira Guerra Mundial, depois que autoridades do alto escalão americano visitaram a Ucrânia e garantiram que é possível ganhar o conflito com o "equipamento adequado".
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Diante das sanções sem precedentes contra Moscou impostas pelos países ocidentais e o crescente apoio militar à Ucrânia, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, alertou que "o perigo (de uma guerra mundial) é grave, é real, não pode ser subestimado".
Lavrov também acusou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de "fingir" negociar. "É um bom ator, mas se olhar com atenção e ler com cuidado o que ele diz, serão encontradas milhares de contradições", afirmou.
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"A boa vontade tem limites, mas se não for recíproca, não contribui para o processo de negociações. Mas seguimos mantendo negociações com a equipe enviada por Zelensky", continuou Lavrov.
Desde o início da guerra, há mais de dois meses, Zelensky pede incessantemente aos aliados ocidentais o envio de armamento mais pesado para fazer frente à teórica superioridade militar da Rússia.
E os pedidos parecem fazer efeito. Vários países da Otan se comprometeram nos últimos dias a proporcionar armas pesadas e equipamentos para a Ucrânia, apesar dos protestos de Moscou.
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No campo de batalha, concentrado agora no leste e sul da Ucrânia, os combates prosseguiam provocando danos na Ucrânia, o que ofuscou as celebrações da Páscoa neste país de maioria ortodoxa.
Pelo menos cinco pessoas morreram e 18 ficaram feridas pelo bombardeio russo de instalações ferroviárias nas cidades de Khmerynka e Koziatyn (região de Vinnytsia, no entro-oeste do país), segundo a Promotoria local.
Por sua vez, o governador da região russa de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia, acusou Kiev de bombardear uma vila, ferir dois civis e danificar duas casas.