Foto/Reprodução
Do G1 - O piolho-de-cobra que tingiu de roxo os dedos do pé direito da empresária carioca Thassynara Vargas, de 25 anos, na última sexta-feira (29), não só apavorou a jovem: por recomendação médica, ela desmarcou uma viagem que faria com o namorado no feriado.
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Thassynara iria para Teresópolis, na Região Serrana do Rio, mas decidiu ficar no Rio quando soube que teria de evitar sapatos fechados até a rouxidão passar. Enquanto isso, só sandálias — mas ela já apresenta sinais de melhora.
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“Minha unha não está aquele amarelo vivo. Está ainda um pouco amarela, mas levemente. O dedo está clareando, está um marrom. Aquele preto, roxo, está clareando. Foi mais um susto”, contou ao g1.
A recuperação deve durar por mais uma semana.
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A jovem ficou 10 minutos com um piolho-de-cobra, ou gongolo, vivo no pé, depois de calçar um tênis sem perceber que o bicho estava lá, e horas depois viu que os dedos estavam todos roxos.
A empresária afirmou que, quando chegou ao hospital, teve que ser avaliada por três médicos até descobrir o que tinha acontecido.
“Por mais que a médica falasse que ia sumir, que tinha medicamento, a gente fica receoso pois é muito novo”, contou a jovem.
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Antes e depois do pé de Thassynara, atingida por toxina de piolho-de-cobra — Foto: Reprodução
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De acordo com o médico Alberto Chebabo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os gongolos podem causar alterações na cor da pede, mas não apresentam risco para os seres humanos.
“O gongolo produz uma toxina de baixa gravidade, que pode causar essas mudanças na coloração, mas não causa necrose e nem nada. Este dedo dela vai ficar com essa alteração de cor por algumas semanas e depois volta ao normal”, tranquilizou.
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Gongolo, também conhecido como piolho-de-cobra, foi responsável pela reação química — Foto: Reprodução/Instagram
Chebabo destaca que é preciso ter cuidado com os sapatos antes de calçar.
“Este acidente com gongolo poderia acontecer com outro animal peçonhento. É importante orientar que, principalmente em regiões onde tem jardim, mata, é preciso bater o sapato para saber que não tem nenhum animal ali escondido antes de calçar”, contou o médico.
Thassynara acredita que o local onde vive é bastante úmido e, por isso, os gongolos são comuns.
“Aqui tem uma garagem, toda de piso. O terreno do meu condomínio acho que é muito úmido, vira e mexe aparece gongolo. E a gente sempre teve o hábito de colocar o sapato na garagem, na porta de casa”, disse a empresária.
"Fui informada que teria que cuidar direitinho da ferida, pois esses bichos soltam uma substância que queima a pele. Eu posso perder a unha, mas disse que está tudo dentro do normal", disse Thassynara.
Thassynara destaca que a história serve de lição para muitas pessoas que não acreditavam que o contato com um gongolo poderia causar tal efeito.
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Tassynara antes do incidente com o gongolo — Foto: Reprodução
“Teve vários compartilhamentos, e muita gente não tinha noção que o gongolo pudesse causar tudo isso”, disse.
Mais tranquila, ela conta que atualmente só sente, às vezes, uma coceira no pé, mas que não é incapacitante ou atrapalha as atividades diárias.
"Estou fazendo esse alerta, para que sempre antes de colocar um sapato fechado, olhem, batam o calçado no chão, prestem muita atenção antes de calçá-los. Por favor tomem muito cuidado!!"
Na segunda-feira (1º), o pé de Thassynara já tinha melhorado, segundo ela.