Brasil
Mensagens revelam diretor assediando jovem que pedia emprego em SP; suspeito alega perseguição política
Priscila Lima, de 32 anos, diz que foi demitida após negar fazer s€xo com superior dentro de Pronto-Socorro.

Publicado em 10/03/2022 10:59 - Atualizado em 10/03/2022 10:59

Foto/Reprodução


Conversas via WhatsApp obtidas pelo g1 nesta quarta-feira (9) mostram um diretor de saúde de Pedro de Toledo, no interior de São Paulo, assediando s€xu@lmente uma funcionária que se diz vítima de chantagem e violência s€xual dentro de unidades hospitalares da cidade.

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O suspeito nega o crime e se diz vítima de perseguição política.

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Segundo apurado pelo g1, as investidas s€xuais começaram antes mesmo da coordenadora de saúde Priscila Lima, de 32 anos, ter começado a trabalhar no município. Logo na primeira conversa, o homem, identificado como Ranulfo Pereira, elogia uma foto que ele havia copiado das redes sociais particulares da própria vítima.

Na imagem, Priscila aparece com um biquíni O superior tirou um print da imagem da rede social e fez elogios. As imagens mostram que Priscila não teria respondido. Cinco minutos depois, o homem pergunta o que deveria fazer para ver os s€ios de Priscila de perto e, dois minutos mais tarde, pede mais fotos no mesmo estilo.

Em entrevista ao g1, Priscila disse que percebeu que se tratava de uma espécie de jogo s€xual e que, em um primeiro momento, acabou participando pois precisava muito do emprego, já que o marido havia morrido recentemente. "Eu estava desesperada. Cedi e tive relações s€xuais com ele. A situação era difícil e tenho uma filha para criar", conta.

A Prefeitura de Pedro de Toledo pediu explicações ao funcionário, que negou os fatos e disse que é vítima de perseguição política.

Ele também afirmou que os prints são parciais e colocou seu celular à disposição da polícia. Enquanto as investigações acontecem, a prefeitura decidiu manter o funcionário no trabalho.

Funcionária diz que sofreu  violência sexual por parte de diretor de Saúde de Pedro de Toledo, SP — Foto: Arquivo Pessoal

Funcionária diz que sofreu violência sexual por parte de diretor de Saúde de Pedro de Toledo, SP — Foto: Arquivo Pessoal

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Ainda segundo Priscila, o jogo s€xual via WhatsApp acabou indo parar dentro do hospital. Em determinado dia, seu superior a levou a uma sala, tirou a calça e exigiu que ela praticasse s€xo or@l pois essas "seriam as regras da casa". Ele disse que sempre que quisesse, faria um sinal com a cabeça e eu iria para a sala", diz.

A jovem explica que, com a situação se tornando insustentável, passou a negar as tentativas com veemência. "Um dia ele voltou de viagem e me chamou. Eu falei que não iria. Ele voltou e me demitiu na frente de todos os funcionários. Eu já pensava em sair por causa da situação, mas ele passou a prejudicar a minha imagem e disse que minhas roupas eram indecentes", lamenta.

Após a demissão, a profissional compareceu à delegacia e registrou boletim de ocorrência contra o superior. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Peruíbe, que instaurou inquérito policial para apurar os crimes de violação s€xual mediante fraude e assédio s€xual. A investigação tramita em segredo de Justiça, por se tratar de crime s€xual.

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Do G1


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