Foto/Reprodução
Conversas via WhatsApp obtidas pelo g1 nesta quarta-feira (9) mostram um diretor de saúde de Pedro de Toledo, no interior de São Paulo, assediando s€xu@lmente uma funcionária que se diz vítima de chantagem e violência s€xual dentro de unidades hospitalares da cidade.
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O suspeito nega o crime e se diz vítima de perseguição política.
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Segundo apurado pelo g1, as investidas s€xuais começaram antes mesmo da coordenadora de saúde Priscila Lima, de 32 anos, ter começado a trabalhar no município. Logo na primeira conversa, o homem, identificado como Ranulfo Pereira, elogia uma foto que ele havia copiado das redes sociais particulares da própria vítima.
Na imagem, Priscila aparece com um biquíni O superior tirou um print da imagem da rede social e fez elogios. As imagens mostram que Priscila não teria respondido. Cinco minutos depois, o homem pergunta o que deveria fazer para ver os s€ios de Priscila de perto e, dois minutos mais tarde, pede mais fotos no mesmo estilo.
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Em entrevista ao g1, Priscila disse que percebeu que se tratava de uma espécie de jogo s€xual e que, em um primeiro momento, acabou participando pois precisava muito do emprego, já que o marido havia morrido recentemente. "Eu estava desesperada. Cedi e tive relações s€xuais com ele. A situação era difícil e tenho uma filha para criar", conta.
A Prefeitura de Pedro de Toledo pediu explicações ao funcionário, que negou os fatos e disse que é vítima de perseguição política.
Ele também afirmou que os prints são parciais e colocou seu celular à disposição da polícia. Enquanto as investigações acontecem, a prefeitura decidiu manter o funcionário no trabalho.
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Funcionária diz que sofreu violência sexual por parte de diretor de Saúde de Pedro de Toledo, SP — Foto: Arquivo Pessoal
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Ainda segundo Priscila, o jogo s€xual via WhatsApp acabou indo parar dentro do hospital. Em determinado dia, seu superior a levou a uma sala, tirou a calça e exigiu que ela praticasse s€xo or@l pois essas "seriam as regras da casa". Ele disse que sempre que quisesse, faria um sinal com a cabeça e eu iria para a sala", diz.
A jovem explica que, com a situação se tornando insustentável, passou a negar as tentativas com veemência. "Um dia ele voltou de viagem e me chamou. Eu falei que não iria. Ele voltou e me demitiu na frente de todos os funcionários. Eu já pensava em sair por causa da situação, mas ele passou a prejudicar a minha imagem e disse que minhas roupas eram indecentes", lamenta.
Após a demissão, a profissional compareceu à delegacia e registrou boletim de ocorrência contra o superior. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Peruíbe, que instaurou inquérito policial para apurar os crimes de violação s€xual mediante fraude e assédio s€xual. A investigação tramita em segredo de Justiça, por se tratar de crime s€xual.
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Do G1