Andressa morreu após ser esfaqueada em bairro de Rio Preto — Foto: Reprodução/Instagram/Arquivo
Do G1 - A mulher presa por matar a facadas a personal trainer Andressa Serantoni Zacaron é portadora de transtorno delirante orgânico e transtorno psicótico, de acordo com o exame de insanidade mental realizado por um perito do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (IMESC).
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Com o diagnóstico, Sidileide Normanha da Paixão Santos é considerada inimputável - pessoa que por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto, é incapaz de entender o caráter ilícito do fato, sendo assim, não pode ser responsabilizada pelo crime, mas pode sofrer medidas de segurança, como internação.
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O assassinato foi registrado no dia 12 de agosto de 2020, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. A vítima foi esfaqueada no pescoço, tórax, coxas, braços e mãos.
De acordo com o laudo, Sidileide estava, na época em que o crime aconteceu, privada de sua plena capacidade de discernimento, por conta do distúrbio neuropsiquiátrico apresentado.
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"Sob a ótica médico-legal psiquiátrica, é considerada inimputável e, pelas características do mal, há a possibilidade de reincidência no delito em pauta ou no cometimento de outros", escreveu em um trecho da perícia psiquiátrica o médico Richard Rigolino.
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O diagnóstico foi baseado na versão apresentada por Sidileide, aliado à consulta dos autos, contexto criminal, depoimentos de testemunhas e a evolução clínica.
Ainda segundo o laudo, Sidileide deve ser submetida a tratamento psiquiátrico compulsório em regime de internação em hospital de custódia, e tratamento psiquiátrico por período não inferior a dois anos.
Joel Fernandes Santos, marido de Sidileide, também foi preso pelo crime e passou pelo exame de insanidade mental. O resultado dele ainda não foi divulgado.
O pedido de perícia psiquiátrica foi feito pelo advogado do casal, Gustavo Cipullo Nesteruk Moreira, durante audiência de instrução, realizada em 18 de janeiro.
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Se Joel também for considerado inimputável, os dois deixam de ser punidos criminalmente e podem ser internados em um hospital psiquiátrico.
Denúncia
Segundo a denúncia do Ministério Público, Joel e Sidileide eram conhecidos por causarem problemas na vizinhança onde moravam.
Sidileide tinha o hábito de, com o celular em mãos, filmar vizinhos sem autorização, gerando desentendimentos, conforme relatado no inquérito.
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No dia do crime, Andressa foi até a casa da mãe para alimentar o cachorro, e Sidileide passou a filmá-la sem sua permissão.
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Andressa morreu após ser esfaqueada em bairro de Rio Preto — Foto: Reprodução/Instagram/Arquivo
Andressa, então, questionou a mulher sobre o motivo da filmagem, momento em que ela respondeu: "você é de alguma quadrilha para eu não poder te filmar?".
Ainda de acordo com a denúncia, Sidileide agarrou a vítima pelos braços e disse ao marido: "vai lá, pega lá para a gente resolver".
Joel foi até o carro, pegou duas facas, retornou e entregou uma para a mulher. Em seguida, conforme a denúncia, ambos passaram a esfaquear a vítima ao mesmo tempo.
Andressa foi atingida com mais de 30 facadas no pescoço, tórax, coxas, braços e mãos. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Um vizinho viu o casal cometendo o crime e tentou evitá-lo. No entanto, Sidileide avançou com a faca nele e o homem conseguiu escapar.
Logo depois, o vizinho tentou tirar Joel de cima de Andressa, mas o acusado também começou a tentar golpeá-lo, não permitindo que a vítima fosse socorrida.
Sidileide e Joel entraram na casa deles após matar a personal trainer a facadas. Porém, policiais militares pularam o muro da residência e prenderam o casal em flagrante.