Brasil
Justiça mantém prisão de miss Brasil suspeita de dopar e roubar clientes em programas
A juíza Simone de Faria Ferraz, da 21ª Vara Criminal, afirmou em decisão que, por enquanto, a prisão preventiva de Mikaelly Martinez é necessária para 'garantia da ordem pública'.

Publicado em 16/03/2022 10:45

Foto/Reprodução


Do G1 - Mikaelly Martinez, miss Brasil trans€xual de 2019, continuará presa. É o que decidiu a juíza Simone de Faria Ferraz, da 21ª Vara Criminal, nesta terça-feira (15), ao analisar um pedido apresentado pela defesa de Mikaelly para revogar a prisão preventiva da miss.

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Detida por agentes da 16ª DP (Barra) na Praia de Ipanema, Zona Sul do Rio, em novembro do ano passado, Mikaelly é suspeita de dopar e roubar clientes durante programas.

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Na decisão, a magistrada afirmou que "a prisão preventiva, por ora, revela-se necessária à garantia da ordem pública, ante a gravidade concreta das circunstâncias que permeiam o crime imputado".

Conversas pela internet e roubos

As investigações da 16ª DP apontaram que miss trans€xual conversava com os clientes pela internet, marcava os encontros em um hotel e, lá, roubava os pertences das vítimas.

O delegado Leandro Gontijo, titular da 16ª DP, disse que Mikaelly dopava as vítimas depois de atraí-las para o hotel.

"[A vítima] Chegava no hotel, surgia uma outra trans, que prometia participar da orgi4. Ao homem era oferecida uma bebida e era colocado algum n@rcótico na bebida. Quando ele acordava já tinha tido seus pertences subtraídos etc, e transferências PIX realizadas", explicou o delegado.

Os crimes, segundo investigadores, também ocorriam em São Paulo, Florianópolis e Balneário Camboriú.

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"É importante salientar que, caso existam outras vítimas - porque existem mas as pessoas não registram por vergonha - que elas podem procurar a 16ª DP", afirmou Gontijo, na época.


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