Foto/Reprodução
UOL/FOLHAPRESS - O ex-vereador George Passos Santana, 41, suspeito de matar a esposa grávida de 8 meses com um tiro de espingarda calibre 22, em Santo Estevão (BA), teve prisão temporária decretada na tarde desta sexta (11), em Feira de Santana, cidade vizinha.
- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Jéssica Regina Macedo Carmo, 31, levou um tiro nas nas costas no dia 5 de fevereiro. Santana, que acabou liberado no mesmo dia, alega que o disparo foi acidental. Familiares da biomédica rechaçam a versão.
- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -
O mandado de prisão temporária contra Santana foi expedido após análises de provas e depoimentos colhidos ao longo da última semana.
Segundo a Polícia Civil, o ex-vereador foi encaminhado para o Complexo de Delegacias de Feira de Santana, onde ficará à disposição da Justiça. Antes, ele passou por exames de corpo de delito e prestou novos esclarecimentos na sede da 1ª Coorpin (Coordenadoria Regional de Polícia do Interior), em Feira de Santana.
- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Leia também
"Embora ele tenha alegado inicialmente que o tiro teria sido acidental, após análises das provas, o ex-vereador foi colocado como suspeito do crime", diz em nota a Polícia Civil.
À reportagem, Zenilda Pereira, 49, tia de Jéssica, disse que a família agora aguarda com expectativa a conclusão do inquérito policial e posterior condenação do ex-vereador. "Espero que seja feita justiça e que ele vá a júri popular. O que a gente busca é isso. Tomara que ele fique preso por bastante tempo para pensar no que ele fez", disse.
O advogado Vinícius Dantas, que atua na defesa de George Santana, afirmou à reportagem que recorrerá da decisão para que ele possa responder em liberdade. "Ainda estamos tentando acessar o teor do pedido de prisão. Vamos analisar a decisão e tomar as medidas cabíveis para restabelecer a liberdade de George. Entendo ser um medida injusta, já que ele se apresentou à autoridade policial. Além disso, a polícia tem o HD com as imagens solicitadas e que mostram se tratou de um acidente", declarou.
"Não há motivo fidedigno para ele estar preso no momento, uma vez que se mostrou colaborativo e à disposição. Entendo que não cabe a prisão temporária", reiterou o advogado.
- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -
O delegado Roberto Leal, responsável pelo caso, afirmou, na época do crime, que não descartava nenhuma linha de investigação, dentre as quais a de um possível feminicídio.
Em depoimento pouco depois da morte de Jéssica, Santana alegou que a arma disparou acidentalmente durante uma discussão do casal. O ex-vereador contou que estava em uma área externa da casa quando a biomédica o teria chamado no quarto. Segundo ele, a esposa segurava a espingarda e questionava se ele a trairia.
Nesse momento, ele teria tentado desarmá-la. O suspeito narrou que o projétil a atingiu nas costas, na altura do pulmão. Jéssica foi foi levada por ele a um hospital, onde chegou a ser submetida a um parto de emergência - mãe e bebê não resistiram e morreram.
- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Santana se apresentou espontaneamente à DH (Delegacia de Homicídios) de Feira de Santana, responsável pelo plantão de ocorrências da região. Ele acabou liberado em seguida.
Também conhecido como George Breu, o ex-vereador atuava até então como chefe de gabinete da Prefeitura de Santo Estevão. Após a repercussão do caso, ele foi exonerado do cargo. O PT (Partido dos Trabalhadores) suspendeu sua filiação até a elucidação dos fatos.