Adélio foi o responsável pelo atentado contra Bolsonaro em 2018 (Raysa Leite/AFP via Getty Images)
Um dos advogados de Adélio Bispo, homem que esfaqueou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ainda durante a campanha eleitoral em 2018, afirmou que o financiador da defesa do rapaz agiu “por amor ao próximo”. Em entrevista ao UOL News na manhã desta sexta-feira, Pedro Possa destacou o direito de defesa de Adélio e revelou que o tal financiador pediu anonimato.
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"É uma pessoa ligada a ele (Adélio) religiosamente. Eu não sei a identidade dela, só o doutor Zanone (Muriel, que está à frente da defesa de Adélio) que sabe, teve contato com ela. Mas não há mandante, um financiador, ninguém que tinha conhecimento prévio dessa ação perpetrada pelo Adélio. Somente ao saber da facada é que ele se dispôs a ajudá-lo por uma questão de amor ao próximo, vamos assim dizer", declarou.
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O episódio da facada voltou a ser notícia depois que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) derrubou a liminar que impedia a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Zanone.
O advogado foi alvo de uma ação da Polícia Federal em dezembro de 2018 e teve computadores, celulares e anotações ficais apreendidos.
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Reabertura do caso
Após o atentado de setembro de 2018, dois inquéritos foram arquivados. Advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef confia que a decisão do TRF-1 pode reabrir o caso, mas Pedro Possa não acredita na possibilidade.
"Uma das provas que o presidente e seu advogado sempre tentam trazem à tona é de que haveria um mandante, supostamente um politico, por trás disso, o que a gente sabe, da defesa, que isso nunca existiu. Na verdade, só uma pessoa disposta a ajudá-lo quis financiar a defesa e daí entramos no caso", afirmou.
O próprio advogado também garantiu que a defesa de Adélio não vai recorrer da decisão do Tribunal. "Nós não vamos recorrer.
Se alguém for tomar providência será a OAB. Não temos nada a esconder, estamos tranquilos com relação a isso. Confiamos no trabalho na Polícia Federal."
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Via Yahoo