Brasil
DRE prende Mulher-Gato: travesti que furtava e era amante de traficantes
Na delegacia, Mulher-Gato contou que foi expulsa da Maré, mas não quis revelar o motivo
Publicado em 31/10/2021 11:59
- Atualizado em 31/10/2021 11:59
Foto/Reprodução
Exclusivo O Dia - Investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) sobre o tráfico do Complexo da Maré e o baile da Disney, que ocorre aos finais de semana na Vila do João, identificou que uma travesti, conhecida como Mulher-Gato, é amante de pelo menos três chefes do tráfico local.
O que os agentes não esperavam era descobrir que, além dos seus serviços sexuais, oferecidos no baile, a Mulher-Gato, que se identifica como Luana Rabello, é apontada em 24 diferentes registros de ocorrência, entre roubos e furtos, inclusive, da pistola Glock de um policial militar a quem cobrou R$ 50 pelo programa.
Com um mandado de prisão pendente por um furto de um celular, de um casal, na Ilha do Governador, Mulher-Gato foi presa em casa, em Irajá, na última semana. Os policiais também prenderam outra travesti no mesmo local, que participou do mesmo furto.
O DIA teve acesso aos registros de ocorrência em que as vítimas apontam Luana Rabello como autora. Em um deles, Luana aborda um casal por volta das 2h30 da manhã, do dia 07 de março deste ano. "Inicialmente, Luana ficou fazendo palhaçadas com ele e sua esposa, porém era apenas uma distração enquanto sua amiga realizava o furto do celular em seu bolso", diz trecho do registro.
Nas mais de 20 anotações criminais, esse modo de agir de Luana se sobressai: quando a vítima era um homem, usando de sua beleza, ela se aproximava, pedia abraços e o empurrava contra a parede. Nesse momento, ela furtava objetos.
Na delegacia, Mulher-Gato contou que foi expulsa da Maré, mas não quis revelar o motivo. A reportagem encontrou uma possível justificativa: nas redes sociais, a esposa de um dos chefes a ameaça após saber de uma relação íntima que ela teve com seu marido.
Furto de arma de PM
Luana Rabello também oferecia programas sexuais. E, para esse serviço, ela não diferenciava sua clientela: atendia desde bandidos a policiais. Num deles, no entanto, sua atuação virou caso de polícia.
No dia 11 de março, ela foi abordada por um praça da PM na Taquara, que a contratou por R$ 50. Mas, segundo a travesti, ele não se contentou somente com ela e solicitou mais uma acompanhante, também travesti, que cobrou R$ 30.
As duas entraram no carro com o policial e, no momento do ápice do serviço, uma delas pegou a arma (de fogo) do agente e saiu correndo.
O caso foi registrado na 32ªDP (Taquara), onde o policial contou um relato diferente. Segundo comunicou, ele estava dirigindo à noite no bairro quando “ofereceu carona para duas mulheres, que estavam
sozinhas na rua”. Uma delas, sentada no banco de trás, colocou uma faca em seus pescoço e disse: “Você já sabe do que se trata, não? Passa a arma”. A pistola glock do agente, que pertencia à corporação, não foi encontrada.
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